martes, 19 de diciembre de 2006

PATERNIDAD

Quero um espelho que
retenha o tempo,
Que não impele os ácidos
a mortes lentas.

Quero o ouro dos lábios,
o lado convexo.
Quero o movimento
mientras la luz se haga.

Quiero aristas en los vientos
e algo de filho, de pai.
Quero o inquerível
e todas as sortes de coisas queríveis.

Quiero, y no puedo querer,
las obras del silencio,
do ruído enérgico dos obstáculos,
da navegação dos sonhos,
da ausencia do horizonte
diante da presença de um rumo.

Corro porque quero
o gesto das coisas,
o gosto do branco nas cinzas,
os olhos estáticos.

E uma confiança estreita e luminosa
num porvenir que sempre estará atrás.

Janeiro 2004

1 comentario:

afonso alves dijo...

pater - soter

soteriologicamente sabemos que o gene egoista está presente.
onde desviar e transmigrar a alma?