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viernes, 4 de abril de 2008

La Luna

La luna
Su gravedad y
El grave peso
Que flota y
Sopesa al espacio.

Movimiento tácito
De la luz,
Aire y ausencia
De cosas en vano.

De tiempo inerte
a la par
De pensamientos.

Movimiento vano,
De dones
Sin dueños.

Buenos Aires, 29/08/07

martes, 1 de abril de 2008

No Hay Cuidad Sin Poesia

No hay ciudad si no hay poesia.
Sin poesia, no hay construcción
que se merezca la palabra,
la sílaba, el monosílabo,
el balbuceo y la baba.

No hay poesia, sin ciudad
que la absorba con su voz boba
que penetra, filtra y rasga.
No hay poesia sin la labor de la letra.

No hay letra que no hermane ideas
de las que permean a las chicas
que se sienten inmunes
a su lenta podredumbre.

No hay ciudad, sin ruido,
golpeteo fluido de la nada.
No hay palabras de las que se indagan,
de las que necesariamente indignan,

por porfiadas que sean, por ser chiste,
por ser simplemente triste o parte
de alguna frase que se perderá al viento.
No hay ciudad si no hay cemento,

composición de sueños en movimiento
desde una casi-realidad que desea
dejar de ser idea
para ser momento.
No hay ciudad, si no hay música.

No hay música sin crítica,
complemento del ritmo que es palabra,
frase, risa, viento
que suaviza la frente.

No hay ciudad que no nazca
en el corazón de un vientre.

Buenos Aires, 01/04/08

lunes, 21 de enero de 2008

A Cor do Silencio

  • Vega Sicilia...e o Touro Osborne.

Omnipresente. Sim. Por todas as estradas espanholas, onde coloques a mirada, o Touro Osborne. Mas, ao alcançar a Andaluzia, é como se ele estivesse na sua terra. O touro, los gitanos, o trigo. Jerez de la Frontera, Jaén, Granada, Sevilha, Córdoba.

  • Aonde é que fica a Catedral? “Na tua frente”, respondi. Mas, isso nao é a famosa Mesquita? “Sim, e a Catedral”. Aonde? “Na Mesquita”. Uma coisa foi construida em cima da outra, uma coisa sobre a outra. Ah, basta de explicações.

Joé...Qué Caló”, dizia uma camiseta encontrada em qualquer loja de souvenir da Andaluzia. Ao meio-dia era insuportável naquele Julho. Ele olhava tudo com uma insaciedade incrível, como um menino, perdido entre os brinquedos. Perdido. Ele se perdia. O seu tempo passava. O tempo o via passar. Quase fim.

Havia passado a vida. Desde pequeno, aprendeu que as dificuldades, as dores constantes, era o teor da vida. Impossível desfrutar. A vida: marco de um sofrimento sem fim. Mas agora estava perto. Ele podia relaxar.

Saimos cedo de Cádiz, e ele me disse: Quero conhecer Portugal também. Está logo ali, depois de Huelva. E tudo aquí fica tão perto. Se lembra quando nós fomos do Rio a Porto Seguro direto, em 11 horas, com uma estrada toda arrebentada, cheia de caminhões? Se lembra que depois de Campos, no crepúsculo, um caminhão veio na nossa direção e quase nos fez purê? E ele riu. Fazia muito tempo que não ria. Eu deixei que os meus lábios se esticassem, em consentimento.

Mas nós vamos para o outro lado, para Gibraltar. El peñón de Gibraltar. Se lembra? Você queria conhecer Gibraltar e, depois, cruzariamos para Marrocos”. É que eu já não posso mais. Estou muito cansado. Quero voltar para a terrinha. E se calou. Não emitiu mais um som. Fazia muito calor.

Dirigi aquele dia em pleno silêncio. Não ousava, sequer, colocar uma música. Era um barulho de motor com o vento quente entranhado. E nada mais. Nada.

Chegamos. Nos alojamos. Esta noite reinaria o silêncio. Fomos dormir. Fazia calor. Súbitamente, ele sentia o frio. Entrava pelos ossos. Abri o armário e encontrei uma colcha. O abriguei. Ele começou a suar frio. Os pêlos do tornozelo dele grudaram na colcha de chenile. Continuava sentindo frio. E disse: a terrinha. Depois daqui, seja como for, me leva para Portugal. Era noite. E reinou o silêncio. A cor do silêncio.


Nadas

Nadas, sim. Nadas. Muitas vezes Nada. Mil vezes Nada. Nada de cuidado. Nada de carinho. Nada de respeito. Nada de humildade. E os outros 996 nadas para completar 1000.

Ele era assim: cara-de-pau. Dura. Fixa. Imutável. Brilhante. Encerada. Podiam passar um milhão de situações desagradáveis que ele permanecia ali: qual estátua. Imóvel. Sem presentar uma ruga de preocupação. Sembrante perfeito. Lúcido. Iluminado.

Tinha saído aquele dia com más intenções. Digo, más intenções como um pleonasmo já que pela sua cabeça não podia passar nada melhor. Andou ao longo da Marylibone Road como se caminhasse pelo calçadão de Copacabana. Camiseta do Manchester United, buscando algum pub para molhar a goela.

Parou. Olhou para um lado. Olhou para o outro, e desafiou. Pôs o pé direito no pavimento, mantendo o esquerdo na calçada. Um taxi parou. Ele perguntou, em um perfeito inglês, sem esboçar qualquer sentimento:

  • Voce está livre?

  • Sim, claro.

  • Então viva a Liberdade!!

O taxi disparou, silencioso, guardando o ódio em pleno exercício da delicadeza inglesa que era necesária no West Side. Ele gargalhou. E gargalhou tanto que sentia dor na barriga. Sózinho. Só. Mais ninguém. Ninguém podia entender aquele prazer. E seguiu.

Ele acabava de sair do Regent's Park. Caminhou pela Marylebone. Brincou com o taxista e, agora, estava parado na porta do Museu. O convite para virar estátua do Madame Tussauds lhe chegou em boa hora. Ensaiou a sua. Fazia frio. Ele, congelado.

Passou ali meia-hora. Duro. De cera. De madeira. Ganhou algumas moedas. Queria mais. Decidiu esticar o turno. Cinco horas já passavam. Quando estimou 10 libras parou. Se moveu, para a surpresa de todos. Se virou de frente para o museu. Fez um breve ademan e se despidiu do público. Foi para o Hyde Park para despotricar contra a Rainha. Depois gastou as 10 libras no primeiro pub que encontrou em Lancaster Gate.

martes, 15 de enero de 2008

A partir de Maio faz frio em Cachi

“A partir de maio já faz frio em Cachi”, ela me disse, como se fosse para mim alguma novidade. Foram várias as vezes que subi a Cuesta del Obispo. Em maio.

Silêncio. Na Reta Tintin, circundado de cardones, eu lhe falei de um lugar onde nos sentiríamos no deserto. Sua gratidão me conformou. Partimos em silêncio. Paramos. Escutamos o vento. Congelamos. Como as nossas idéias. Congeladas pelo frio matinal do alto da Cordilheira dos Andes. Partimos de novo. Em silêncio.

Dizem que o frio máximo se alcança depois das 8 da manhã, depois que saia o sol. Depois. Nunca antes. Nunca no crepúsculo. Nunca na alvorada. Nunca. Sempre um frio seco, desértico. Depois que as coisas belas ocorrem. Depois.

São tantos os anos que estivemos juntos. Uma infrutífera vida a dois. É por isso que aquele silêncio, da Reta Tintin, era como um espelho, iluminado pelo sol matutino e um céu de um azul sem igual. “A 4.000 metros de altura, com pouca densidade de oxigênio, o céu é de um azul indescritível”, ela me disse, apesar da obviedade. Mas eu estava grato. Ela também. A sua gratidão me conformou. Estavamos juntos quando tantos já se haviam bifurcado, quando outros já se haviam ido para o outro lado. Estavamos juntos.

Mas essa era a partida. O fim que se vê no final das coisas. O fim da Reta Tintin. Há poucos quilômetros estaríamos em Cachi. Antes teríamos que descer quase 300 metros. O céu nos acompanharia. Límpido e belo. Havia silêncio. Já não havia mais vento. Partimos em silêncio. Com o som do silêncio. Em pleno deserto.

domingo, 23 de diciembre de 2007

Adios 2007 / Adeus 2007

Hemos llegado otra vez al final de un año. Como si ni siquiera nos hubiesemos dado cuenta que el tiempo pasó!
Chegamos outra vez ao final de um ano. E é como se nem siquera nos demos conta que o tempo passou!

Pasaron los días de este año, nos ganamos nuevas amistades y nuevas arrugas, nuevos vecinos y nuevo gobierno. Nuevos hijos llegaron para unos. Para otros, hijos que se fueron y, para otros aún, hijos que no fueron. Padres, tíos, primos, primas, novios y novias, esposas y esposos, nuevos y viejos (si, algunos inauguraron vida nueva con nueva pareja, otros sostienen sus relaciones, apuestan más y más, para ver si llegan al final del próximo año al menos).
Passaram os dias deste ano, ganhamos novas amizades e novas rugas, novos vizinhos e novo governo. Novos filhos chegaram para alguns. Para outros, filhos que se foram e, para outros ainda, filhos que nao foram. Pais, tios, primos, primas, nmorados e namoradas, esposas e esposos, novos e velhos (sim, alguns inauguraram vida nova com nova companheira, outros sustentam as suas relacoes, apostam ainda mais, para ver se chegam pelo menos ao final do próximo ano).

Hemos llegado al final de un año y empezamos a contabilizar los logros, los fracasos, las risas, los llantos, las iras, las lágrimas. Las dolencias, las maledicencias, las carcajadas. Los asados, los cafés, los tés, los cumpleaños, los casamientos, los divorcios, los libros no leídos, los recitales perdidos, los días de sol y los de lluvia. Y los quilos de más.
Chegamos ao final de um ano e começamos a contabilizar as coisas alcançadas, os fracassos, os risos, os choros, as iras, as lágrimas. As doenças, as maldiçoes, as gargalhadas. Os churrascos, os cafés, os chás, os aniversários, os casamentos, os divórcios, os livros que nao lemos, os shows perdidos, os dias de sol e os de chuva. E os quilos a mais.

Pero, al final de este año renovamos nuestras esperanzas de un año mejor, de un mundo mejor, de un sentimiento mejor, alentando cambios, sosteniendo lo que representó crecimiento y aprendizaje.
Mas, ao final desde ano renovamos nossas esperanças de um ano melhor, de um mundo melhor, de um sentimento melhor, impulsando mudanças, sustentando o que representou crecimento e aprendizagem.

Para el año que empieza, la mirada se pone en el horizonte, en un nuevo infinito que está allí nomás, en el recorrido de 365 días, llenos de vida, llenos de expectativas. Y, nos proponemos sostener nuestros valores, abandonar algunos vicios, retener algunos hábitos, rechazar lo que nos hace mal, descubrindo a cada día lo que no queremos de la vida, sin tener tanta certeza respecto a lo que realmente queremos de ella. Es así que se sigue: apostando a ella, día trás día, completando años.
Para o ano que começa, a mirada se poe no horizonte, num novo infinito que está ali pertinho, no transcorrer de 365 dias, cheios de vida, cheios de expectativas. E, nos propomos sustentar nossos valores, abandonar alguns vicios, reter alguns hábitos, rechaçar o que nos faz mal, descubrindo a cada dia o que nao queremos da vida, sem ter tanta certeza enquanto ao que realmente queremos dela. É assim que seguimos: apostando a ela, dia a dia, completando os anos.

Llenos, principalmente de amor, paz, comprensión y salud, nos veremos dentro de poco en algo nuevo que es igual al viejo: es el paso del tiempo que nos ve pasar, mucho más magnánime que cualquier humano.
Cheios, principalmente de amor, paz, compreensão e saúde, nos veremos dentro de pouco tempo em algo novo que é igual ao velho: é o passar do tempo que nos ve passar, muito mais magnánime que qualquer humano.

Con estas palabras, les deseo a mis queridos amigos, que me han acompañado, sonreído, llorado, apoyado, mis más sinceros deseos de verlos el año entrante y así en adelante y, juntos, ver el paso de los años.
Com essas palavras eu desejo aos meus queridos amigos, que me acompanharam, sorriram, choraram, apoiaram, meus mais sinceros votos de ve-los no ano entrante e juntos, ver o passar dos anos.

miércoles, 25 de julio de 2007

Disgressão do Tempo

Viajo
Mais rápido que o tempo,
Seguro
De chegar primeiro
que o corpo.

Adiante
Do tempo, da neve do tempo,
Do tempo que fica
Atrás e está antes
Da saída.

Viajo
Mais seguro que o tempo.
Rapidez y precisão
Do GPS: O lugar do tempo,

De congelar o tempo,
De coincidir com ele,
Que modificar tento,
Tento mover, deslocar
o tempo que tenta, simplesmente
tenta.

9.500 kms do tempo,
O frio do tempo.
29/06/07

sábado, 21 de abril de 2007

NIÑO

Cuando de otras palavras explotan versos
En el oráculo de un ojo maldormido,
Cuando de otras enseñanzas crecen verdes
En el otro que es él o yo mismo.

Cuando sale una noche encapotada
en si misma, escondida de otra noche
o del día, que la busca en la mañana
próxima, la misma de una tarde que la divisa.

Ese es el niño que juega con palabras
busca en la luz enseñanzas dormidas,
es el que ve con el avanzo de los años
las luces que lo comen a cada dia.

Y ese hombre que se escuda en ese niño
que no muere, ni calla, ni se intimida,
Es el niño muerto, nunca ausente
de sentido trágico, del amargo de senderos

Bifurcados, retorcidos e indoloros,
Sonriente, callado y querido,
Solamente soñado cuando es visto
Por una mirada perdida en si misma.

Es que el lento tiempo, corrosión del espacio,
Traidor de vientos, demarcador de deseos,
Impostor de normas y distancias,
Razones e incoherencias,

Ya va tarde como otra noche
En que se ha dejado mi olvido,
En que he dejado mis intentos
De encontrarme con el niño

Que rescate de mi mismo,
Del parco o puro egoísmo,
Del sueño de hombres
De existir en otros sueños.

Agosto 2004

PATERNIDAD 2

Debo decir que
Estando sentado,
A 30.000 pies de altura
Sostengo una única idea.

Paralizada en un tiempo,
Que no es ahora, ni tampoco pasado,
Ante mi rostro
Vigila mis pensamientos.

Me mira firmemente
Inmutable y yo, girando a
Su alrededor, busco

Consuelo y contexto.

Y el avión persigue un puerto
Que nunca alcanza encuanto
El horizonte nos aguarda
Sosegadamente.

Março 2007

Doze Maneiras de Contemplar uma Montanha

I

Até uma jornada
De mil milhas
Começa na possibilidade
Do primeiro passo.


II

Silêncio de pés inertes.
E os silos dos sonhos
Estão fartos.

III

Sonhar é construir
Ninhos que abriguem bigas
E montanhas.

IV

Impossível controlar
Joelhos,
Cidades encolhendo
E o sol calmo
Dissipando o orvalho.

V

O vulcão
Quando destrói a cidade
Dá nova chance
Ao novo.

VI

Sobem a pé dois garotos a montanha. Dois garotos rotos subindo a montanha a pé. A montanha é subida por dois garotos. Dois rostos sobem a montanha. Dois a sós montando a montanha. Sob o sol sobem a sós dois garotos a montanha. Dois a sós e a montanha. Só a montanha.

VII

Folhagem rala.
Ar raro.
A primeira névoa
Voa.

VIII

De tudo que voa
Nada almeja mais a distância
Que nuvens
No alto da montanha.

IX

Quando alcançar certa idade
Decerto se fará necessário
Digerir tudo
Na distância.

X

No teatro kabuki
Um homem representa
A montanha
Franzindo lentamente
A gorda testa.

XI

No cume da montanha
Entender os caminhos
Ultrapassados.

Estar só
E exposto.

XII

Quando alcançar vales
Seja silêncio.
Quando alcançar cumes,
Excelente.

domingo, 28 de enero de 2007

To Meet o La Fontaine des Innocents




















People don't always go out on Wednesdays
And, nevertheless, it rained
And I leaded through the drops and rendered the speeches,
Looked for shelters and smiled to words sounding foreign.

The rain flooded the bars
At the street's margins,
The light's redness implied
And multiplied by dripped lenses.
Solution's suddenly on the left side,
Toward the square in Les Halles,
Populated by Jehovah's Witnesses preaching
To the night's pale and wet shadows.

Everything seems more confusing than verses,
Than drinking my beers,
Excusing myself to the toilet
And being taxed in ten francs.
It's more difficult because there's distance
For harmony and desire.

Before you I see the endless line of men.
Some will beg for sex, some won't have to ask.

I feel it's all more difficult than postcards,
Pictures and paintings of juvenile memories;
Than looking at your eyes and body
As we walk through puddles and japaneses.

It's more difficult than Salade aux Crevettes,
Wine glasses and being told by waitresses
The time to leave.
It's more difficult than opposite directions,
Runway planes and places,
And the gentle shade of similarities.

Marco de 1989

viernes, 22 de diciembre de 2006

DESDE OTRA CUIDAD

Desde aquella ciudad,
Marco inhábil del paso del tiempo,
Donde se sufren bajas
Como pasos lentos
Que no vuelan, no disparan:
Están grabados por el viento
De sus acontecimientos.

Desde otra ciudad,
Rastros de miradas tuertas,
Refugio de tantos labios,
Abrigo de tantos cambios,
Sus miembros son campanarios
De otras catedrales.

Desde aquella ciudad,
Hecha de agua y sustancia,
Lejos de las ambivalencias,
Sostenida por pilares
y ausencias,
Llena de palabras
Que ya nada sostienen.

Desde otra ciudad,
Guardando horizontes y destruyendo
Distancias, miro
A mi mismo como si fuera
El posible margen de otro rio.

Desde otra ciudad me asomo,
Me asombra quien soy y quien veo,
quien hace caminos del tiempo
y descubre que el infinito no existe.

Julio de 2004